Adaptação de Lentes de Contato

Adaptação de Lentes de Contato

O objetivo das lentes de contato é proporcionar uma melhor visão no dia-a-dia e facilitar a prática de esportes. Elas são pequenos discos de material plástico, usados para corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e para tratamento de ceratocone, uma afecção corneana que causa visão ruim não corrigível com óculos.

As lentes multifocais substituem os óculos para perto e possibilitam boa visão para longe.

A superfície externa das lentes proporciona conforto e melhoria da visão, enquanto a posterior possibilita que elas fiquem bem posicionadas na córnea e flutuem na camada de lágrimas existente nos olhos. Quando a pessoa pisca as pálpebras movimentam as lentes levemente. Esse movimento faz com que as lágrimas fluam sob as lentes, removendo os resíduos que se acumulam embaixo delas, e forneçam nutrição, lubrificação e oxigênio à córnea.

O candidato ideal ao uso de lentes é aquele cujo organismo produz a quantidade adequada de lágrima, não tem infecções crônicas nas pálpebras ou na córnea e não sente dificuldade em manuseá-las.

O uso bem sucedido de lentes depende também da escolha de um oftalmologista conhecedor do assunto, da motivação durante o período de adaptação e da observância das instruções para seu uso e manutenção. Para os que têm maturidade para seguir as instruções, a idade não é um fator importante. Porém, entre os mais jovens, a mudança de grau é mais frequente ocasionando maior necessidade de acompanhamento e atualização das lentes.

Vantagens e Desvantagens

As vantagens das lentes de contato em relação aos óculos são: maior campo visual, menor distorção e tamanho mais realista dos objetos, aumento da autoconfiança e eliminação dos óculos embaçados e dos pontos de pressão no nariz e nas orelhas.

As desvantagens das lentes são: facilidade de perda ou dano, necessidade de boa higiene ocular, de cuidados regulares e, para alguns tipos de lentes, de um período de adaptação mais longo. Às vezes, as lentes não corrigem certos problemas tão bem quanto os óculos e algumas pessoas apresentam sensibilidade à luz, dificuldade no seu manuseio. Se usadas em piscinas sem óculos de proteção, as lentes podem se perder, se contaminar ou ficar amareladas pelo cloro.

Tipos de Lentes de contato

Durante a consulta, seu problema visual e a curvatura da córnea serão avaliados e depois de conversar com você sobre seu estilo de vida, a freqüência com que você irá usá-las e o tempo que dispõe para cuidar delas, o oftalmologista poderá lhe sugerir o tipo de lentes mais adequado às suas características pessoais.

Existem basicamente 2 tipos de lentes de contato: as lentes de contato rígidas e as lentes de contato gelatinosas.

O tempo de uso permitido vai depender do material com que a lente é feita e das características individuais dos olhos do paciente. E quem vai determinar o tempo de uso é o oftalmologista.

Para saber se o paciente tem condições de ser um usuário de lentes de contato, há necessidade em primeiro lugar de um exame oftalmológico cuidadoso e um teste de lente de contato adequado. Caso os resultados sejam favoráveis o paciente poderá adaptar as lentes de contato, entretanto, ele deverá ficar sob controle oftalmológico, pois a adaptação de lentes de contato é um ato dinâmico podendo levar a uma série de complicações relacionadas ao uso.

Tipos de Lentes de Contato:

Lentes Rígidas Gás-Permeáveis

As lentes rígidas são de consistência semi-flexível e menores que a córnea. O oxigênio permeia através dessas lentes chegando diretamente à córnea e não só através das lágrimas que fluem sob elas. Por isso a adaptação às lentes rígidas é fácil, a córnea raramente fica inchada e a visão permanece nítida. As lentes rígidas podem ser de uso diário ou de uso prolongado. As de uso diário são muito confortáveis. Mas, por outro lado, permeiam menos oxigênio à córnea do que as de uso prolongado, genericamente chamadas flúor-carbonadas.

As lentes rígidas são compatíveis com a maioria dos colírios. São duráveis, de limpeza e manuseio fáceis e possibilitam visão bastante nítida, especialmente nos graus mais altos de astigmatismo. Por outro lado, exigem período de adaptação de 2 a 3 semanas.

São lentes que determinam menor risco de complicações oculares, como por exemplo, infecções oculares e/ou úlceras de córnea.

Lentes Gelatinosas

As lentes gelatinosas são extremamente confortáveis e podem ser de uso diário ou prolongado. As lentes gelatinosas quase não são percebidas no olho, são de rápida ou imediata adaptação e são mais confortáveis que as rígidas. São adaptadas em cores que realçam ou mudam a cor dos olhos e são adequadas à esportes, pois raramente se deslocam.

As lentes gelatinosas podem se danificar com maior facilidade. Necessitam de permanente manutenção, pois a proteína e o muco depositados pelo organismo nas superfícies anterior e posterior da lente podem reduzir sua duração e/ou causar infecção ocular.

Podem não resultar em visão totalmente nítida, embora algumas corrijam adequadamente altos graus de astigmatismo. As instruções para uso e manutenção devem ser cuidadosamente observadas, caso contrário essas lentes poderão produzir infecção e irritação nos olhos, sobretudo, se ao primeiro sinal de problema elas não forem removidas e o tratamento necessário prescrito. De modo geral, deve-se evitar dormir com as lentes de contato.

Lentes Gelatinosas Descartáveis

Essas lentes foram desenvolvidas para serem usadas e descartadas num período determinado. O tempo do descarte será determinado pelo fabricante e também pelo oftalmologista após análise do desempenho da lente no olho do determinado paciente.

As lentes descartáveis podem ser de uso diário ou prolongado. Também a forma de uso será determinada pelo oftalmologista.

As lentes de contato de uso diário são removidas diariamente. As lentes de contato de uso prolongado são produzidas com material de alta permeabilidade ao oxigênio, e o tempo de uso prolongado será determinado somente pelo oftalmologista.

Lentes Esclerais

As lentes de contato esclerais foram as primeiras lentes a serem desenvolvidas para corrigir irregularidades da córnea com o uso de conchas esclerais de vidro que melhoravam muito a visão do paciente.

Com o advento dos materiais rígidos permeáveis, as lentes esclerais do passado, voltaram aos nossos dias proporcionando melhor visão aos pacientes sem o inconveniente da falta de oxigênio para a córnea.

Essas lentes tem uma ampla indicação para os pacientes portadores de baixa da acuidade visual que não melhoram com o uso de óculos e nem com o uso das lentes de contato rígidas corneais.

A lente escleral tem como indicação:

  • Ceratocone
  • Degeneração marginal pelúcida da córnea
  • Ectasias corneanas secundárias (pós transplante de córnea, pós cirurgia refrativa e pós trauma ocular perfurante)
  • Altas miopias
  • Olho seco

A lente escleral é uma grande conquista da contatologia moderna e somente um oftalmologista que se dedica a lentes de contato está apto a adaptá-la.

O Uso de lentes de Contato

O uso de lentes é uma forma de parceria com o oftalmologista, em benefício da sua visão. Essa parceria envolve uma consulta completa, orientação quanto ao tipo de lentes que lhe é mais adequado, testes de adaptação, fornecimento de lentes, instruções quanto ao manuseio, limpeza, assepsia das lentes e retorno para avaliação a fim de verificar se as lentes estão bem adaptadas.

Geralmente, o teste de adaptação de lentes consiste de:

  • Avaliação da superfície corneana e sua medida da curvatura.
  • Refração inicial para determinação do grau das lentes (leitura da menor linha da Tabela de Snellen com cada olho).
  • Colocação de lentes de teste baseadas na refração inicial, por 10 a 20 minutos.
  • Nova refração, com as lentes de teste.
  • Avaliação da adaptação das lentes de teste com o aparelho chamado lâmpada de fenda.

Modificações na adaptação com base em observações na lâmpada de fenda.

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