Retinopatia

Postado em 18 de novembro de 2018

Retinopatia é o termo utilizado para designar formas de lesões não inflamatórias da retina ocular. Normalmente é associada a deficiente aporte sanguíneo. Com frequência, as retinopatias são manifestações localizadas de doenças sistémicas.

A retinopatia pode progredir para cegueira se for severa ou afetar a mácula, podendo ser diagnosticada por um de nossos oftalmologistas  durante um exame ocular. O tratamento depende da causa da doença.

Tipos de Retinopatia

  • Retinopatia Diabética
  • Retinopatia Hipertensiva
  • Retinopatia da Prematuridade

Retinopatia Diabética

Retinopatia diabética é a lesão à retina, uma das complicações do diabetes, associada ao mal controle da glicemia. É uma causa frequente de perda de visão progressiva, podendo causar cegueira permanente nos estágios avançados.

Sinais e sintomas da retinopatia diabética

Retinopatia diabética, muitas vezes não tem sinais de alerta precoce. Até mesmo quando aparece edema macular, que pode causar perda rápida da visão, pode não ter sinais de alerta por semanas ou meses. Em geral, no entanto, é provável que uma pessoa com edema macular tenha visão embaçada, dificultando a leitura ou está predisposto a acidentes. A primeira fase é chamada de “não proliferativa” porque não se percebem novos vasos sanguíneos na retina.

No segundo estágio, “retinopatia proliferativa”, novos vasos sanguíneos (neovascularização) se formam na parte posterior do olho para compensar o suprimento insuficiente pelos antigos vasos. Os vasos na diabetes avançada são frágeis e com microaneurismas que podem estourar e sangrar causando hemorragia vítrea e obscurecendo a visão. A primeira vez que esta hemorragia ocorre, pode não ser muito grave. Na maioria dos casos, deixará apenas alguns pontos de sangue ou manchas flutuando no campo visual de uma pessoa, embora as manchas frequentemente desapareçam depois de algumas horas.

Essas hemorragias são frequentemente seguidas em poucas semanas ou meses por hemorragias muito maiores, que causam danos mais permanentes a visão. Em casos extremos, uma pessoa pode apenas ser capaz de distinguir claro e escuro no olho afetado. Pode levar alguns dias, meses ou mesmo anos para reabsorver o sangue do interior do olho e, em alguns casos, as manchas permanecem. Esses tipos de grandes hemorragias tendem a acontecer mais de uma vez, muitas vezes durante o sono. Apneia do sono e tabagismo agravam essa doença.

Diagnóstico da Retinopatia diabética

  • Exame de acuidade visual: avalia o compromisso visual.
  • Fundoscopia: importante pra avaliar o estágio da retinopatia.
  • Angiografia: revela neovascularização, aneurismas e hemorragia.
  • Tomografia óptica: revela edema macular e degeneração macular.

Tratamento da Retinopatia Diabética

O tratamento mais usado é para as complicações a fotocoagulação laser, injeção intravítrea de esteroide e vitrectomia. Para prevenir o avanço da retinopatia é importante controlar a pressão arterial, a glicemia, parar de fumar e melhorar a qualidade de sono.

Em pacientes com Diabetes tipo 1, sua progressão pode ser lenta com o uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina. O principal tratamento da Retinopatia Diabética é o controle clínico rigoroso das glicemias e pressão arterial.

Retinopatia Hipertensiva

Retinopatia hipertensiva é a lesão à retina causada pela pressão sanguínea aumentada (hipertensão).

Sinais e Sintomas da Retinopatia Hipertensiva

Hipertensão arterial começa sem sintomas e pode permanecer assintomática por muitos anos. Visão borrada pode ser o primeiro sintoma.

Os primeiros sinais são alterações vasculares que só podem ser vistos no exame de fundo de olho. Essas alterações da retina são muito comuns na população geral, chegando a afetar entre 3 e 14% dos maiores de 40 anos e a frequência aumenta com a idade.

As lesões de retinopatia avançada são microaneurismas, hemorragias “flamejantes”, alterações isquêmicas, exsudatos duros e em casos graves edema do disco óptico, um anel de exsudatos em torno da retina e perda da acuidade visual, tipicamente devido ao envolvimento macular. Os casos mais graves incluem vasos.

Uma perda rápida da visão, associada a uma elevação brusca da pressão é chamado de retinopatia maligna aguda, parte de uma emergência hipertensiva, e pode causar cegueira se não tratada rapidamente. A emergência hipertensiva pode causar dor de cabeça, náusea, ansiedade e tontura.

Diagnóstico da Retinopatia Hipertensiva

A gravidade da lesão é geralmente avaliada pelas características da vascularização em um exame de fundo de olho.

Tratamento da Retinopatia Hipertensiva

A hipertensão deve ser controlada com dieta reduzida em sódio e exercícios aeróbicos. Quando a dieta não é suficiente, existem diversos medicamentos anti-hipertensivos  e os diuréticos que podem ser usados. Em emergências, um soro osmótico pode ser usado.

Retinopatia da Prematuridade

A Retinopatia da Prematuridade ou Fibroplasia Retrolenticular é uma condição médica em que se verifica uma alteração no crescimento da retina.

A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma enfermidade vasoproliferativa secundária à vascularização inadequada da retina imatura dos recém-nascidos prematuros. É uma das principais causas de cegueira capaz de ser prevenida na infância. A proporção de cegueira causada é muito influenciada pelo nível de cuidado neonatal (disponibilidade de recursos humanos, equipamentos, acesso e qualidade de atendimento), assim como pela existência de programas eficazes de triagem e tratamento.

A condição ocorre em prematuros, em que se dá um crescimento dos vasos sanguíneos da retina, de maneira anormal, o que pode resultar na formação de cicatrizes e descolamento da retina. A doença pode ser leve e resolver-se espontaneamente, mas também pode levar à cegueira nos casos mais graves. Como tal, todos os bebês prematuros correm o risco de adquiri-la e o peso muito baixo ao nascer é um fator de risco adicional.

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