Conjuntivite

Postado em 18 de novembro de 2018

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, a conjuntivite ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. A conjuntivite pode ser aguda ou crônica, afetar um dos olhos ou os dois.

Tipos
A conjuntivite pode ser dividida em:

Infecciosa
A conjuntivite infecciosa é o tipo mais comum. Essa categoria de conjuntivite é contagiosa, ou seja, é possível passar para outras pessoas pelo ar ou contato com o local. Ela pode acometer um ou os dois olhos e, normalmente, os sintomas são o lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, secreção (clara ou amarelada) e hiperemia (olhos vermelhos) (2). A conjuntivite infecciosa pode ser divida em outros tipos:

Conjuntivite viral: A conjuntivite viral é o tipo mais comum, ela é transmitida por um vírus conhecido como adenovírus. Diferente do que muitos pensam, esse tipo de conjuntivite não é transmitido pelo ar, mas sim pelo contato com as secreções oculares e também através de tosse e espirro do paciente infectado. (3)

Conjuntivite bacteriana: A conjuntivite bacteriana não é tão comum quanto a viral, porém ela pode ser mais perigosa. Ela é transmitida através do contato pessoal com a bactéria. Portanto, se a pessoa encostar nos olhos ou em algum local contaminado ela será infectada.

Conjuntivite fúngica: A conjuntivite fúngica é a mais rara entre todos os tipos. Ela ocorre quando uma pessoa machuca os olhos com madeira. Por ser muito difícil de tratar, a conjuntivite fúngica pode causar complicações na visão.

Alérgica

A conjuntivite alérgica é decorrente de alergia, principalmente por ácaro e pólen. Essas se manifestam com olhos vermelhos e coceira ocular e não são contagiosas.

Há quatro formas de conjuntivite alérgica:

  • Sazonal, geralmente associada à rinite ou asma, que é a mais comum
  • Ceratoconjuntivite atópica, que é associada à dermatite atópica
  • Conjuntivite primaveril
  • Conjuntivite papilar gigante, associada comumente ao uso de lentes de contato.

Tóxica
A conjuntivite tóxica ocorre quando os olhos entram em contato direto com algum produto químico, como produtos de limpeza, shampoos, venenos agrícolas ou inseticida. Esse tipo de conjuntivite também é bastante raro, porém muito perigoso. Quando não tratado da forma correta pode trazer complicações para visão.

Como diferenciar os tipos de conjuntivite?
Os sintomas entre os tipos de conjuntivite são muito semelhantes, portanto, a melhor forma de diferenciar a conjuntivite é através da forma de contágio. Além disso, é essencial procurar um especialista, para que ele possa indicar o tratamento específico, quanto antes o tratamento for iniciado, menores serão as chances de complicações.

Causas
A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem, etc.). A mais comum delas é a conjuntivite primaveril ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar.

A conjuntivite pode ser causada, também, por vírus e bactérias. Nestes casos, a conjuntivite é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados.

Fatores de risco
O fator de risco mais comum é colocar as mãos sujas e/ou contaminadas nos olhos.

Além disso, existem doenças que podem predispor o indivíduo à conjuntivite, como herpes, doenças autoimunes ou virais.

Por fim, a baixa imunidade também pode favorecer no surgimento da conjuntivite.

Outros fatores de risco são:

  • Exposição a algo para o qual você é alérgico (conjuntivite alérgica)
  • Exposição a alguém infectado com a forma viral ou bacteriana da conjuntivite
  • Usando lentes de contato, especialmente uso prolongado.

A característica mais marcante da conjuntivite é a vermelhidão nos olhos. Além disso, ela pode apresentar outros sintomas como:

  • Vermelhidão nos olhos
  • Olhos lacrimejantes
  • Pálpebras inchadas
  • Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana)
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos
  • Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral)
  • Coceira
  • Fotofobia (dor ao olhar para a luz)
  • Visão borrada
  • Pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.

Diagnóstico de Conjuntivite

A conjuntivite é diagnosticada através de um exame oftalmológico usando a lâmpada de fenda – uma fonte de luz de alta intensidade que pode ser focada para brilhar como uma fenda. É usada em conjunto com um microscópio e facilita a observação das estruturas frontais do olho humano, que incluem pálpebra, esclera, conjuntiva, íris, cristalino e córnea.

Em alguns casos o diagnóstico pode ser feito também por meio de coleta da secreção para exames.

Exames

Para concluir o diagnóstico da conjuntivite, podem ser realizados alguns exames como:

  • Exame físico durante a consulta
  • Exame laboratorial para analisar a secreção.

Tratamento de Conjuntivite

O tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença. Veja como tratar cada tipo:

– Conjuntivite viral: não existem medicamentos específicos e o tratamento foca nos sintomas de conjuntivite.

– Conjuntivite bacteriana: o tratamento inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contra-indicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

– Conjuntivite alérgica: Em qualquer quadro alérgico, ocular ou não, o primeiro passo é orientar o paciente que a doença é crônica, recorrente, e deve-se tomar algumas medidas para diminuir a intensidade e a frequência das crises, como:

  • Coceira nos olhos
  • Evitar o acúmulo de pó, em cortinas, carpetes, bichos de pelúcia
  • Varrer a casa com auxílio de pano úmido, para não levantar a poeira, entre outras medidas preventivas
  • Não coçar o olho é mandatório
  • Fazer compressas geladas que aliviam muito os sintomas alérgicos.

Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da conjuntivite. Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.

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